Câmara aprova fornecimento de EPIs e prioridade em testes de Covid-19 para profissionais da saúde – Farmacêuticos estão na lista

01 de maio de 2020 por Imprensa

Proposta, que vai ser votada no Senado, também exige fornecimento de equipamentos de proteção aos profissionais

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29) proposta que dá prioridade na testagem do novo coronavírus a profissionais que atuam no combate à Covid-19 e estão em contato direto com pessoas contaminadas, caso dos farmacêuticos e demais profissionais da saúde. A deputada Alice Portugal conseguiu incluir na lista desses profissionais, os farmacêuticos, os farmacêuticos bioquímicos, além de técnicos em farmácia e de laboratório e outros profissionais que atuam nas farmácias e nas análises clínicas.

“Mais uma contribuição da deputada que se mantém fiel à profissão e tem feito com que o parlamento compreenda a importância da nossa categoria, uma das mais acessíveis da área da saúde, e que também nessa pandemia, está na linha de frente do atendimento às pessoas. Os farmacêuticos nunca pararam e merecem esse reconhecimento”, comentou Walter Jorge João, presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF). A medida segue para o Senado.

Alice Portugal comemorou a conquista em seu perfil no twitter. “É importante dizer que a Câmara dos Deputados segue comprometida com a vida das pessoas nesta pandemia. Incluímos a categoria farmacêutica no texto porque esses profissionais também estão na linha de frente nesta batalha contra a covid_19. Precisamos garantir a saúde desses trabalhadores”, afirmou Alice.”

Além de conceder prioridade na testagem para a Covid-19, a proposta obriga empregadores a fornecer, gratuitamente, equipamentos de proteção aos profissionais que atuam em atividades essenciais e em contato direto com portadores ou possíveis portadores do novo coronavírus, considerando os protocolos indicados para cada situação.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) ao Projeto de Lei 1409/20, do deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO). O relator retirou a obrigatoriedade de testagem periódica – a cada 15 dias – determinada no texto original, mas ampliou o rol dos profissionais que terão prioridade nos exames e direito a equipamento de proteção individual (EPI).

Hiran Gonçalves afirmou que a mudança busca racionalizar os recursos. “Apenas os profissionais de saúde que tenham contato direto com portadores ou possíveis portadores do coronavírus terão prioridade para fazer testes de diagnóstico da Covid-19”, disse. “Desse modo, procuramos atender à preocupação com a saúde dos profissionais mais expostos e evitamos eventuais desperdícios de testes.”

 

Categorias

A prioridade em testes vale para os seguintes profissionais: médicos; enfermeiros; fisioterapeutas; psicólogos; assistentes sociais; policiais e bombeiros; guardas municipais; integrantes das Forças Armadas; agentes de fiscalização; agentes comunitários de saúde; agentes de combate às endemias; técnicos de enfermagem; motoristas de ambulâncias; biólogos, biomédicos e técnicos em análises clínicas; trabalhadores de serviços funerários e de autópsia; profissionais de limpeza; bioquímicos e técnicos em farmácia; dentistas; e outros profissionais que sejam convocados a trabalhar durante o período de isolamento social e que tenham contato com pessoas ou com materiais que ofereçam risco de contaminação pelo coronavírus.

Hiran Gonçalves destacou que a regra assegurará aos profissionais o direito de reivindicar os equipamentos necessários para se proteger contra contaminação. “Essa determinação se reveste de especial importância quando se considera a disparada do número de denúncias de falta de EPI nos hospitais. Em meados de abril, estimava-se que o Brasil tinha mais de 8 mil profissionais de saúde afastados das atividades por suspeita de infecção pelo novo coronavírus”, afirmou.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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